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A construção do serviço de Atendimento Pré-Hospitalar móvel brasileiro: o caso carioca

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Tipo: Mestrado 

Autora: Santos, Weena Costa dos

Coordenadora: Profa. Dra. Celia Regina Pierantoni

Resumo: Trata-se de estudo de caráter histórico com abordagem qualitativa descritiva que tem por objeto “a evolução histórica do atendimento pré-hospitalar móvel no município do Rio de Janeiro”. Seu objetivo geral é analisar a origem e a evolução do serviço de APH Móvel no Município do Rio de Janeiro. Como objetivos específicos têm-se: identificar a origem do atendimento em urgências e emergências pré-hospitalares exercidas pelo CBMERJ-1º GSE, neste Município, antes da implantação do SAMU-192; descrever o processo de atribuição e desenvolvimento das atividades do SAMU-192, neste Município, ao CBMERJ-1º GSE; e analisar a missão do 1º GSE antes e depois da atribuição das atividades do SAMU-192 ao CBMERJ-1º GSE. Seu cenário, portanto, é o município do Rio de Janeiro e seus sujeitos são os profissionais que em algum momento atuaram na coordenação das ações que deram origem a história da construção do serviço de APH móvel deste município, mais especificamente da criação do 1º GSE e da implantação do SAMU-192. A coleta de dados foi realizada através de pesquisa bibliográfica, pesquisa documental e entrevistas semi-estruturadas, após autorização dos sujeitos através da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Em virtude do uso destas, este trabalho esteve sujeito à avaliação do Comitê de Ética em Pesquisa deste instituto (CEP/IMS-UERJ) tendo sido aprovado por este. Os levantamentos realizados, especificamente os bibliográficos, bem como as entrevistas transcritas, foram submetidos como forma de apoio para a discussão à análise de conteúdo segundo Bardin (2009). A análise dos resultados apontou para o pioneirismo carioca no APH brasileiro explicado em parte pela criação em 9 de julho de 1986 do Grupo de Socorro de Emergência (GSE) no interior do então Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro (CBERJ). Contudo as origens do pioneirismo carioca remontam a períodos anteriores, ainda no final do século XIX e início do século XX, com a edição no Congresso Nacional da primeira lei que tratava do APH no Brasil: a Lei 41H de 21 de junho de 1893. Por seu status de Capital Federal o Rio de Janeiro foi palco do desenvolvimento dos primeiros serviços ligados a esta atividade, fato que se confirmou na década de 80 do século XX com a criação do serviço pioneiro de todos os Corpos de Bombeiros do Brasil, incluindo uma Central de Regulação e a medicalização de toda a sua estrutura. Este serviço fundiu-se pouco mais de vinte anos depois com o sistema adotado pelo Governo Federal como forma de atuação do Ministério da Saúde no que tange à Atenção às Urgências. O SAMU – 192 foi incorporado ao GSE através da atribuição de suas atividades administrativas e operacionais ao CBMERJ gerando mudanças significativas em sua estrutura e ampliando seu escopo de atuação. A ampliação do serviço caracterizada pela maior abrangência das atividades pré-hospitalares (incluídos o TIH e o atendimento domiciliar) gerou a transformação da missão institucional do 1º GSE que, embora não esteja muito bem definida é facilmente percebida na fala dos profissionais que o compõem.

Palavras-chave: Socorro de Urgência; Assistência Pré-Hospitalar, SAMU.


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